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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

NÓVOA DEFENDE CONSENSO SOBRE EVENTUAL EXTINÇÃO DO CARGO DE REPRESENTANTE DA REPÚBLICA

Lusa

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 O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa defendeu hoje, em Ponta Delgada, Açores, ser necessário um consenso sobre a eventual extinção do cargo de Representante da República para as regiões autónomas.
"Tem havido um consenso na sociedade portuguesa em torno dessa evolução da autonomia, certamente que estarei muito atento a que esse consenso se possa concretizar também" nesta matéria, afirmou Sampaio da Nóvoa, ao ser questionado sobre a eventual extinção do cargo de Representante da República, após uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro.
Assinalando que se trata de uma matéria de revisão constitucional, o candidato, cujo pai foi ministro da República para os Açores, assegurou que estará "muito confortável com a maneira como essa evolução se vier a dar, se ela se vier a dar".
À pergunta se entende que os poderes do Representante da República podiam ser exercidos pelo chefe de Estado, Sampaio da Nóvoa sustentou que um candidato a Presidente da República ou mesmo um chefe de Estado "não deve tecer considerações concretas, não deve assumir compromissos concretos sobre esse tema".
Sampaio da Nóvoa expressou, contudo, "uma grande convicção da importância do aprofundamento das autonomias", matéria sobre a qual estará "atento e confortável com as opções que vierem a ser tomadas nessa matéria" na Assembleia da República, insistiu.
O candidato reiterou a "convicção profunda da importância das autonomias regionais, da sua evolução, do seu aprofundamento", assumindo o "compromisso claro como candidato a Presidente da República e se for eleito" de se "bater, sempre, pelo aprofundamento dessas autonomias".
"Entendo uma conceção da nossa vida política, da nossa vida institucional em que os órgãos da região democraticamente eleitos possam exercer um conjunto alargado de competências e possam ter um papel central na definição, não só da vida política nacional no seu todo, como também no conjunto das esferas de competência próprias de uma região", declarou.
Questionado se lhe foi transmitido na audiência com o presidente do Governo Regional, também líder do PS/Açores, apoio à candidatura, Sampaio da Nóvoa referiu que a audiência não é o lugar para tecer considerações sobre este assunto.
Já o presidente do executivo açoriano, ao ser questionado de novo sobre qual o candidato que apoia nas eleições de domingo, afirmou que já tomou a decisão, mas escusou-se, novamente, a revelar, justificando com o momento e a circunstância.
Diário de Noticias, Madeira. 18 de Janeiro 2016
com Lusa

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

VAMOS POR SAMPAIO DA NÓVOA.

Sampaio da Nóvoa: «Será uma derrota não ir a uma segunda volta»

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa diz que será uma derrota se os resultados das eleições não levarem a uma segunda volta, tanto mais que nas últimas semanas «muitas pessoas se têm aproximado» da sua candidatura.
A poucos dias de começar oficialmente a campanha eleitoral para as eleições de 24 de janeiro, o candidato diz que nunca pediu o apoio de ninguém mas que gostaria de contar com todos, e considera normal que o antigo primeiro-ministro António Guterres não declare o apoio a qualquer dos dez candidatos.
Falando aos jornalistas no início de uma conferência na Fundação Gulbenkian sobre “Portugal no 1.º Quartel do Século XXI - Estratégias Rumo ao Futuro”, Sampaio da Nóvoa fez um balanço da pré-campanha, considerou que os debates entre os candidatos foram muito úteis e nada excessivos e disse ter “grandes expetativas” em relação às duas semanas de campanha.
E, disse, vê como positivo a existência de um grande número de candidatos, esperando-se “uma convergência” na segunda volta.
E a propósito da conferência, na qual apenas presidiu à sessão de abertura, Sampaio da Nóvoa defendeu que um Presidente da República deve ter muita atenção e estar informado, para “na altura própria poder agir”, e considerou que Cavaco Silva teve “muitos momentos de falta de atuação, seja na proteção dos portugueses seja em outras matérias”.
É preciso “um Presidente que atue a tempo” com atuações “ponderadas em função de situações concretas”, com uma “vigilância e presença sistemática”, lembrando que o Governo é responsável perante o Presidente da República e perante a Assembleia da República, disse, acrescentando: “o Presidente da República tem que acompanhar e agir no tempo certo”.
Na conferência, lamentou que em Portugal haja muitas vezes uma “política de curto prazo” em detrimento de uma de longo prazo, pelo que há “dificuldade em construir compromissos estratégicos”.
A conferência, que termina na sexta-feira, é uma iniciativa do Núcleo Impulsionador das Conferências da Cooperativa Militar (NICCM), em colaboração com a Ordem dos Engenheiros, a Associação 25 de Abril, e a Plataforma de Associações da Sociedade Civil.
Diário Digital com Lusa
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ESTATUTO DE "CELEBRIDADE TELEVISIVA" BENEFICIOU MARCELO

Económico com Lusa
O ex-comentador político teve "mais 50% de destaque do que Sampaio da Nóvoa e mais 200% de que Maria de Belém ou Marisa Matias", indica o estudo.
O estatuto de "celebridade televisiva" de Marcelo Rebelo de Sousa beneficiou a notoriedade do ex-comentador político enquanto candidato presidencial, o que explica a disparidade de "atenção mediática" na campanha, concluiu um estudo do ISCTE.
Marcelo Rebelo de Sousa foi o "mais privilegiado" na comunicação social entre 2014 e 2015, segundo uma análise do Barómetro de Notícias do Laboratório de Ciências de Comunicação do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) comparando os destaques noticiosos numa base de dados com 37 mil entradas.
O ex-comentador político teve "mais 50% de destaque do que Sampaio da Nóvoa e mais 200% de que Maria de Belém ou Marisa Matias", indica o estudo.
Um dos autores, Gustavo Cardoso, explicou à Agência Lusa que na medição da notoriedade daqueles quatro candidatos surgem notícias na qualidade de candidato e outras em que o próprio foi notícia por outras razões.
Segundo Gustavo Cardoso percebe-se que a notoriedade pré-existente à qualidade de candidato "cria tração para depois aumentar o número de notícias como candidato" e demonstra que "quanto mais celebridade mediática se é, maior é o impacto no número de destaques como candidato".
Numa análise à cobertura das apresentações públicas das candidaturas, o estudo conclui que Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa foram os que tiveram mais destaque mediático e que, entre os dois, se registou uma elevada disparidade.
Nos 15 dias antes e nos 15 dias posteriores ao lançamento da sua candidatura, a 9 de outubro de 2015, Marcelo Rebelo de Sousa teve 61 destaques de abertura de noticiários ou primeiras páginas em diferentes meios de comunicação social, enquanto a Sampaio da Nóvoa – que se apresentou como candidato a 29 de abril - foram apenas conferidos 15 destaques.
O projeto do Laboratório de Ciências de Comunicação do ISCTE quis analisar a presença dos candidatos na comunicação social, já que a igualdade ou desigualdade no acesso ao campo mediático tem sido um dos temas da pré-campanha, referem os investigadores, no documento hoje divulgado.
O destaque noticioso é definido, na análise semanal do Barómetro do ISCTE, como as peças noticiosas publicadas com maior destaque na imprensa diária generalista (DN, JN, CM, PÚBLICO, I) e páginas Web de órgãos de comunicação social (EXPRESSO ONLINE, TVI24 ONLINE, SIC NOTICIAS ONLINE, PÚBLICO ONLINE, SOL ONLINE) e as primeiras peças publicadas em três noticiários da manhã na Rádio (RR, ANTENA1 E TSF) e nos três principais programas de informação das 20 horas nos 3 canais generalistas (RTP1, SIC, TVI).
Segundo Gustavo Cardoso, foram analisados os quatro candidatos "com mais notoriedade" na comunicação social nos últimos dois anos.
As eleições para eleger o Presidente da República realizam-se no dia 24 de janeiro, com dez candidatos no boletim de voto: Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Sampaio da Nóvoa, Marisa Matias, Edgar Silva, Jorge Sequeira, Cândido Ferreira, Vitorino Silva, Paulo de Morais e Henrique Neto.



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SAMPAIO DA NÓVOA A PRESIDENTE

















Os primeiros cartazes da campanha têm por base o slogan “ Sampaio da Nóvoa a Presidente” (SNAP), criado pela equipa Wengorovius e Bidarra. Sampaio da Nóvoa tem como ponto forte a sua credibilidade e por isso a frase chave da campanha é “ um Presidente capaz “.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

NÓVOA RECEBE APOIOS DO PS E ENCARA COM “NATURALIDADE” A SITUAÇÃO POLÍTICA


Ana Jorge, António Arnaut, Correia de Campos, Manuela Arcanjo, Manuel Pizarro e Constantino Sakellarides, todos eles ex-responsáveis (ministros, secretários de Estado e directores-gerais) pelo sector da Saúde em diversos governos do PS são apoiantes de António Sampaio da Nóvoa. O significado destes apoios é tanto maior quando uma das candidatas adversárias, Maria de Belém, é ela própria uma ex-ministra da Saúde socialista.
Apesar de não contar com o apoio de nenhum partido com representação parlamentar, Nóvoa continua a receber apoios da área do PS. E não aceita a ideia de que se encontra a disputar com Maria de Belém uma espécie de primárias socialistas. “A minha candidatura foi lançada numa base estritamente independente. Eu não finjo que sou independente. Sou mesmo independente”, afirmou, na noite de terça-feira, numa entrevista à TVI.
Depois das legislativas, Nóvoa tem reforçado a ideia de que há um “novo ciclo da política em Portugal” e que, por isso, faz sentido haver um candidato fora das “lógicas partidárias”, que não assuma a Presidência de uma forma “parcial”.
É por isso que faz questão de sublinhar, nas suas intervenções mais recentes, que Portugal está a viver um momento politico que deve ser visto com “naturalidade”, e sem “alarmismos”.
Foi o que disse na tarde de terça-feira, na Faculdade de Letras, em Lisboa, onde participou numa conferência, e repetiu na TVI. “Eu procuro agir como candidato como agiria como Presidente. Por isso digo o que penso.”
Mostrando-se mais à vontade do que os seus adversários na leitura da situação política, Nóvoa é claro nas respostas: “Se houver uma maioria parlamentar, não há nenhuma outra solução senão dar posse a essa maioria. Seria impensável o contrário.”  “Qualquer outra solução”, afirma, confrontado com a hipótese de um governo de gestão, “seria colocar o país numa situação caótica”.
Porém, o candidato que assume “vir da esquerda” não considera que a provável aliança entre PS, PCP e BE seja a única possível. Garante que qualquer que fosse a opção maioritária do Parlamento seria, na sua opinião, igualmente legítima.
Nóvoa critica Cavaco Silva pelo “tom muito crispado” da sua comunicação, mas dá razão ao Presidente da República na indigitação de Passos Coelho. E remete para o Parlamento o ónus da governabilidade.
Sem querer avaliar as decisões dos partidos, nem as suas escolhas de alianças, o candidato apenas deixou escapar uma preferência, na entrevista televisiva: “Parece-me desejável que haja um acordo sólido, que assegure na medida das possibilidades um acordo de legislatura.”
Sobre a composição do Governo que Pedro Passos Coelho apresentou a Cavaco Silva, Nóvoa evitou qualquer comentário – com uma breve excepção ao elogio pelo regresso do Ministério da Cultura – à entrada para a conferência na Faculdade de Letras: "Não me vou pronunciar em concreto sobre a composição do Governo, julgo que o que é mais importante agora é que esse debate seja travado no Parlamento, que é o lugar certo.
O antigo reitor da Universidade de Lisboa, que na TVI haveria de defender a “racionalidade”, criticou o "excesso de debate, de opinião, de calor” que tem existido, na sua opinião, no debate público “nos últimos dias".
Apoiado pelos três ex-Presidentes eleitos – Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio – Nóvoa garantiu na TVI que tem a trabalhar consigo na candidatura “gente de todos os partidos”.

Notícia actualizada às 12.59 de 28/10/2015: Acrescenta o nome de Manuela Arcanjo, ex-ministra da Saúde num Governo do PS, à lista de apoiantes de Sampaio da Nóvoa. in "Público" 27/10/2015.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SAMPAIO DA NÓVOA NA TVI



Sampaio da Nóvoa em entrevista com Judite de Sousa no Jornal das 20 na TVI, 3 ª feira, dia 27 de outubro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SAMPAIO DA NÓVOA NÃO DESISTE

Sampaio da Nóvoa continua a ser candidato à Presidência da República.
A confirmação surge na sequência de noticias segundo as quais o Professor estaria a ponderar desistir. Em declarações à TSF, Sampaio da Nóvoa garantiu que mantém a sua candidatura à Presidência da República.
A Comissão Política Nacional do PS decidiu conceder liberdade de voto aos socialistas na primeira volta das eleições presidenciais entre os candidatos do seu espaço político, para já, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém.
Sobre as eleições de janeiro próximo, o PS "regista que da sua área política emergiram duas candidaturas presidenciais relevantes, nas pessoas de Maria de Belém e de António Sampaio da Nóvoa, que têm merecido importantes e significativos apoios na sociedade portuguesa e entre os militantes do PS".
"Não havendo condições para organizar em tempo oportuno eleições primárias [abertas a simpatizantes], o PS apela à mobilização e participação livre e ativa dos seus militantes no apoio, na primeira volta, à candidatura da sua preferência. O PS dirige a ambos os candidatos uma palavra de estímulo, confiando que saberão, na segunda volta do processo eleitoral, reunir os seus esforços e garantir a eleição do que então se apresentar, representando assim todos os socialistas e uma maioria dos portugueses", acrescenta-se no comunicado.


domingo, 4 de outubro de 2015

DAR CÔR À DEMOCRACIA

Sampaio da Nóvoa votou esta manhã, em Oeiras, acompanhado pela família. À saída, em declarações aos jornalistas, manifestou o desejo da redução da abstenção e apelou a que os portugueses façam as suas escolhas através do voto.
"A minha expectativa é a de que os portugueses votem e que venham, com o seu voto - seja ele qual for - dar cor à democracia, dar força às escolhas de cada um. Em tempos que são duros e difíceis para os portugueses é bom que possamos exercer em democracia, em liberdade, o nosso voto e as nossas escolhas.
Questionado sobre os riscos da abstenção, o Candidato reconheceu que teria sido melhor se não houvesse jogos de futebol logo à tarde, mas acredita que não é isso que vai impedir os portugueses de votar. "Seria muito importante que as taxas de abstenção se reduzissem. Depois, cada um escolherá de acordo com a sua vontade, com as suas ideias, com os seus projectos de vida, de futuro, para si, para os seus filhos, para os seus netos, é assim que tem que ser e é assim que vai ser, estou certo, ao longo do dia."

domingo, 13 de setembro de 2015

SAMPAIO DA NÓVOA SUSPENDE ACÇÕES DURANTE A CAMPANHA  ELEITORAL

O Candidato presidencial não fará qualquer acção pública de campanha na corrida a Belém entre 20 de Setembro e 4 de Outubro, dia das Eleições Legislativas.
O dia 20 de Setembro marca o arranque oficial da campanha às legislativas, e por isso, diz o candidato presidencial o tempo “ é dos partidos “ .

António Sampaio da Nóvoa insiste que “ o país precisa de um novo caminho” e acrescenta : “ Apelo a todos os portugueses que votem nestas eleições legislativas” , sendo certo, em sua opinião, que estas trarão um “novo ciclo político “ ainda não claro.

terça-feira, 21 de julho de 2015

SAMPAIO DA NÓVOA DEVOLVEU A PALAVRA À POLÍTICA OU TEM UM DISCURSO VAZIO ?






Mesmo evitando a “semântica da ruptura”, o antigo reitor é visto como alguém capaz de dar “outra espessura às palavras”O antigo reitor e candidato presidencial tirou notas de tudo. Elogios à parte, foi sobretudo às críticas que Sampaio da Nóvoa prestou atenção. Alertaram-no para os perigos da “retórica humanista” no discurso político. Pediram-lhe que imprimisse mais “raiva” às palavras. Que definisse claramente as ideias. Depois de terem analisado o discurso do líder do Podemos, Pablo Iglesias, um conjunto de académicos juntou-se ontem na Universidade Nova para reflectir sobre o que diz Sampaio da Nóvoa. Não é por acaso, ele faz um “uso pleno da palavra”. O que têm de diferente os discursos de Nóvoa? São vazios e retóricos ou, pelo contrário, excessivos para um candidato presidencial? Em análise estiveram os que proferiu no Teatro da Trindade, Lisboa, e no Teatro Rivoli, Porto, na apresentação da candidatura. Os mesmos que dividiram a opinião pública, em artigos e nas caixas de comentários dos sites dos jornais. São discursos “ricos”, que motivam sentimentos de “adesão ou repulsa”, diz José Neves, do Instituto de História Contemporânea da Nova e da organização do seminário. O professor de História da Universidade do Porto Manuel Loff foi o mais incisivo. Não se coibiu de dizer que, enquanto eleitor de esquerda, se decepcionou com as referências de Sampaio da Nóvoa ao antigo Presidente da República Ramalho Eanes e, mesmo sabendo que o candidato não é um homem zangado, pediu-lhe mais “raiva”, que não evite a “semântica da ruptura”. “Todos os conselheiros de imagem lhe dirão [para falar] pela positiva, mas desta vez não acredite neles”, afirmou Loff, para quem Nóvoa não deve ficar “simplesmente pela imagem do senhor bondoso”, até porque – disse, arrancando uma gargalhada da audiência – “não vale a pena ter fama de esquerda radical e não a usar”. Apesar de admitir que, numa campanha presidencial, é um exercício difícil, o docente defende que, para estar em sintonia com os problemas actuais das pessoas, a “indignação” dever estar no discurso político. Para o crítico e jornalista António Guerreiro, Nóvoa faz um “uso pleno da palavra”. Numa época em que na política tem havido “uma expropriação violenta da palavra”, o antigo reitor surge como alguém que pode devolver essa “possibilidade” ao discurso político, dando “uma outra espessura às palavras”. Este tipo de discurso tem, porém – alertou Guerreiro – “perigos e resistências”. É, por vezes, visto como “demasiado vago, lírico”, correspondendo a “uma retórica mais ou menos vazia”.Há um confronto “nítido” entre duas concepções sobre o que deve ser o discurso político: a esfera da acção e do fazer (dimensão pragmática da linguagem) e, por outro lado, o efeito performativo das palavras (o que podem provocar). E o discurso que valoriza a densidade da palavra tem, por vezes, “má reputação”, lamentou Guerreiro, considerando que, no “ambiente que estamos a viver”, o que existe é uma “política das coisas e não das ideias”.O professor de Filosofia de Coimbra Alexandre Franco de Sá considerou que se nota “o professor a falar” quando Nóvoa valoriza o tema do desemprego jovem. Também a psicóloga e docente da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, Gabriela Moita, entende que o ex-reitor está presente nos discursos. Nóvoa, que acreditava já ter despido essa pele, anotou essa e outra crítica: a de que, pese embora defenda que um Presidente da República deve expor as suas ideias para Portugal com clareza, nem sempre elas aparecem assim nos discursos. “Esta sessão vai dar-me muito trabalho”, admitiu, no fim, o antigo reitor.
 Público, 13.07.2015

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PROBLEMA DA GRÉCIA É EUROPEU E DEVE SER ENCARADO COM CORAGEM

"Não nos podemos resignar perante o que se está a passar na Europa. É inaceitável que, a pretexto de dificuldades financeiras de um dos Estados-membros, se pretenda interferir nas decisões soberanas de um povo ou humilhar as instituições que democraticamente o representam", vincou ontem à noite, em Sintra, o candidato presidencial.

BELÉM DEVE SER UM LUGAR QUE TODOS SINTAM COMO SEU








Sampaio da Nóvoa diz ser necessário "transformar Belém num lugar de todos os portugueses". Com plateia cheia no Centro Olga Cadaval, o candidato contou com o apoio dos antigos chefes de Estado Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.
Sampaio da Nóvoa apresentou esta quarta-feira, em Sintra, a sua Comissão de Candidatura à Presidência da República.
O discurso de Sampaio da Nóvoa ficou marcado por várias acusações à presidência de Cavaco. "Os portugueses sentem-se abandonados, como se os políticos, a começar pelo Presidente da República, tivessem desistido deles, tivessem desistido de os proteger", disse o candidato.
O candidato prometeu "uma presidência de tipo novo, sem amarras, que exija um combate mais duro à corrupção, não permitindo nunca que o Estado seja capturado por interesses privados. Há política a mais nos negócios e negócios a mais na política", numa das declarações mais apreciadas pelos presentes.
E entre os presentes encontrava-se António Ramalho Eanes, que assumiu o palanque sem fugir aos temas da actualidade. O ex-presidente da República criticou o processo actual de "germanização", em que a saída da Grécia do euro "se torna hoje confrangedora e ameaçadora realidade".
O apoio dos outros dois ex-presidentes da República não foi dado de forma presencial. Mário Soares terá telefonado a Sampaio da Nóvoa na manhã desta quarta-feira, "disponibilizando-se para o que for necessário" e pedindo que esta "mensagem de apoio e empenhamento na campanha" fosse transmitida à plateia do Centro Olga Cadaval.
Jorge Sampaio, que por impedimento da sua agenda não conseguiu estar presente, gravou uma mensagem onde referia "os valores que traduz" a candidatura de Sampaio da Nóvoa. Sampaio sublinhou que o Presidente tem um "papel de agregar energias e vontades" e "esse papel é insubstituível, por isso, precisamos da lucidez e da visão de António Nóvoa".

AVANÇAR AGORA



O candidato à presidência da República Sampaio da Nóvoa enalteceu, ontem, em Sintra, na apresentação da Comissão de Candidatura, o valor do sufrágio para Belém, desafiando hipotéticos candidatos a Presidente da República a avançar "agora" na corrida eleitoral.

"Acho que a eleição presidencial tem uma importância de tal ordem que merecia um pouco mais de coragem e determinação", sublinhou Sampaio da Nóvoa, falando "sem pensar em ninguém em especial" mas realçando que quem "genuinamente" quer avançar para Belém deve fazê-lo agora e não após as legislativas.

"Acho que é altura de o fazerem [anunciarem candidatura] agora. Não me parece bom que essas candidaturas apareçam com dois meses de antecedência, na sequência de um processo de legislativas", acrescentou, em declarações aos jornalistas em Sintra, no distrito de Lisboa, no final da apresentação da sua Comissão de Candidatura à Presidência da República.

Sobre um eventual apoio do PS, o candidato admite que o tempo para os partidos tomarem essas decisões é diferente do dos candidatos, e acrescentou não conseguir fazer uma "leitura" da presença de vários nomes da área socialista na sua Comissão de Candidatura.

“Não sei ler os sinais internos dos partidos. Não sei que leitura se pode fazer disso ou não. Eu tenho falado com pessoas de muitas proveniências, muitas filiações” ,advogou.

"Não pedi o apoio de ninguém. Nem de pessoas, nem de movimentos, nem de partidos", declarou ainda, embora pedindo que todos os que se identifiquem com as causas que defende se juntem ao projeto que pretende levar a Belém.

O candidato à presidência da República Sampaio da Nóvoa enalteceu, ontem, em Sintra, na apresentação da Comissão de Candidatura, o valor do sufrágio para Belém, desafiando hipotéticos candidatos a Presidente da República a avançar "agora" na corrida eleitoral.

"Acho que a eleição presidencial tem uma importância de tal ordem que merecia um pouco mais de coragem e determinação", sublinhou Sampaio da Nóvoa, falando "sem pensar em ninguém em especial" mas realçando que quem "genuinamente" quer avançar para Belém deve fazê-lo agora e não após as legislativas.

"Acho que é altura de o fazerem [anunciarem candidatura] agora. Não me parece bom que essas candidaturas apareçam com dois meses de antecedência, na sequência de um processo de legislativas", acrescentou, em declarações aos jornalistas em Sintra, no distrito de Lisboa, no final da apresentação da sua Comissão de Candidatura à Presidência da República.

Sobre um eventual apoio do PS, o candidato admite que o tempo para os partidos tomarem essas decisões é diferente do dos candidatos, e acrescentou não conseguir fazer uma "leitura" da presença de vários nomes da área socialista na sua Comissão de Candidatura.

“Não sei ler os sinais internos dos partidos. Não sei que leitura se pode fazer disso ou não. Eu tenho falado com pessoas de muitas proveniências, muitas filiações” ,advogou.

"Não pedi o apoio de ninguém. Nem de pessoas, nem de movimentos, nem de partidos", declarou ainda, embora pedindo que todos os que se identifiquem com as causas que defende se juntem ao projeto que pretende levar a Belém.

terça-feira, 14 de julho de 2015

EX-PRESIDENTES NA COMISSÃO DE SAMPAIO DA NÓVOA









António Sampaio da Nóvoa apresenta amanhã, numa sessão em Sintra, a presidência da sua Comissão de Candidatura às eleições presidenciais com três nomes de peso: Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Colocando pressão em António Costa.
O apoio formal dos três ex-chefes de Estado já tinha sido antecipado, mas, depois de semanas em que a dúvida se instalou no PS - com o eventual avanço da atual deputada Maria de Belém a fazer vacilar a direção de António Costa -, o candidato independente joga a cartada de ter consigo os três presidentes da República eleitos depois do 25 de Abril (com a exceção óbvia do atual inquilino de Belém, Cavaco Silva).
O trunfo de Sampaio da Nóvoa é alto e inscreve-se na linha do que o próprio secretário-geral do PS definiu como o candidato a apoiar pelos socialistas. António Costa afirmou na sua Agenda para a Década que, "com um valioso património" na Presidência da República, "que se iniciou com o apoio à candidatura do general Ramalho Eanes em 1976, o PS apoiará ativamente um candidato oriundo da sua área política que honre, renove e atualize a herança notável dos dois presidentes da República [socialistas], Mário Soares e Jorge Sampaio".


domingo, 12 de julho de 2015

NÃO CONSIGO IMAGINAR A EUROPA SEM A GRÉCIA







O candidato à presidência da República, Sampaio da Nóvoa, disse este domingo, em Tomar, que a Europa deve ser “repensada e reconstruída de uma forma muito diferente”, declarando a sua “mágoa profunda” com o que se está a passar com a Grécia. 

É uma mágoa profunda que não pronuncia nada de bom para esta Europa”, declarou à Lusa durante uma visita à Festa dos Tabuleiros, que hoje decorre em Tomar, defendendo que sejam feitos “todos os possíveis e todos os impossíveis” para se alcançar um acordo com a Grécia.
Não consigo imaginar a Europa sem a Grécia, não consigo imaginar a zona euro sem a Grécia”, disse António Sampaio da Nóvoa.


O candidato à presidência da República afirmou que o seu coração está “totalmente do lado do povo grego, neste dia”, e que o que está a acontecer na Europa gera “uma espécie de mágoa, de uma dor de uma geração que fez tudo para que certas coisas não acontecessem e de repente estão a acontecer”. 

Sampaio da Nóvoa declarou a sua perplexidade com a ideia que passa nas entrevistas feitas a cidadãos gregos de uma Europa de “rivais, de adversários, de povos e países em conflito”. 

Onde está a nossa casa comum? Onde está a casa comum pela qual as nossas gerações se bateram?”, questionou, considerando “impressionante perceber que hoje se fala da Europa como um lugar onde estamos uns contra os outros e não uns com os outros, mesmo que seja na diversidade e certamente com pontos vista diferentes”.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ACÇÕES DE RUA



VAMOS APOIAR A CANDIDATURA DE SAMPAIO DE NÓVOA

Hoje estivemos na Av. Arriaga a contactar os cidadãos que se revêem na personalidade de Sampaio da Nóvoa para ocupar a Presidência da República e estão interessados em subscrever a sua candidatura e em participar na sua campanha.
Sábado dia 27 de Junho, entre as 10H00 as 14H00, voltamos a montar a tenda na Av. Arriaga onde oferecemos a nossa disponibilidade para ir ao encontro de parceiros lúcidos e disponíveis para lutar com determinação e alegria por uma Presidência que nos honre e um Presidente que a prestigie e que, nos termos constitucionais seja o elo de ligação entre todos os portugueses.
Junte-se a nós.
Precisamos todos do seu empenhamento, da sua inteligência e da sua alegria.
Sábado, 27 de Junho, das 10H00 às 14H00.
Av. Arriaga, junto à Sé


Com Madeira e Porto Santo Sampaio da Nóvoa a Presidente

quarta-feira, 24 de junho de 2015

ACÇÃO DE RUA


foto B.I Sampaio da Nóvoa.jpgVAMOS SER PROPONENTES DA CANDIDATURA DE SAMPAIO DA NÓVOA

Nos dias 26 de Junho entre as 10H00 e as 18H00 e 27 de Junho entre as 10H00 e as 14H00, realizam-se acções de angariação de apoiantes e proponentes da candidatura do Prof. António Sampaio da Nóvoa e divulgação sobre a pré-campanha da sua candidatura.
Para o efeito estará montada na Av. Arriaga uma tenda onde serão prestadas todas as informações aos cidadãos que se revejam na personalidade de Sampaio da Nóvoa para ocupar a Presidência da República e estejam interessados em subscreverem a sua candidatura e em participar na sua campanha.
Não temos t-shirts nem sacos de plástico para distribuir, mas oferecemos a nossa disponibilidade para ir ao encontro  de parceiros lúcidos e disponíveis para lutar com determinação e alegria por uma Presidência que nos honre e um Presidente que a prestigie e que, nos termos constitucionais, seja o elo de ligação entre todos os Portugueses, reforce a nossa confiança e nos faça acreditar que nestes tempos perigosos em que o Mundo vive, Portugal não desmerece a sua história, não hipoteca egoisticamente o seu futuro, compromete-se  na construção de uma Europa justa e solidária e não se isola do combate por um Mundo mais limpo, mais justo e mais pacífico.
Junte-se a nós.
Precisamos todos do seu empenhamento, da sua inteligência e da sua alegria.
26 de Junho. Das  10H00 às 18H00
27 de Junho. Das  10H00 às 14H00
 Av. Arriaga junto à Sé.

Com Madeira e Porto Santo Sampaio da Nóvoa a Presidente.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

VISITA À MADEIRA

António Sampaio da Nóvoa visita a Madeira nos dias 27 e 28 de Julho.
Mais informação em breve.

Foto: Diário Cidade